Os Intolerantes

“Me perdoem a liberdade, mas religião de verdade é mais parecido com que Jesus queria, talvez seja Ecologia!” Alabê de Jerusalém – Altay Veloso

Penso que sobre todas as formas de crenças, denominações, culturas, gêneros e rótulos que nossas mentes insistem em colocar, por necessidade do ego de se identificar com um ou outro grupo, nossa maior necessidade é voltar nossa conexão com nosso interior, com a Fonte Criadora de todas as coisas, independente do nome que se dê… Allah, Deus, Zambi, Zeus… Fonte criadora e criatura, pois todos temos essa Luz internamente, então ao mesmo tempo que nos criou, também somos essa Fonte.

São tantos os caminhos, mas todos almejam o mesmo destino… o retorno para a Alegria, a Paz e o Amor intrínsecos às nossas Almas e ainda assim, nos dias de hoje é incrível ainda presenciar como a intolerância é presente em nosso cotidiano… religiões que escutam sobre Deus, mas que não sabem praticar o respeito com a religião do vizinho. Se todos somos filhos do mesmo Criador, isso não significa ofender a Fonte, visto que o vizinho é seu irmão?

A intolerância vive em nossos corações e por isso se manifesta na sociedade… ainda brigamos com nossa sombra, com o lado nosso que não queremos ver. Isso não apenas para a espiritualidade, mas para tudo.

Lembremos sempre que aquilo que damos com sinceridade no coração ao mundo é o que receberemos em retorno, então se agimos com amor, receberemos amor… o contrário também é verdade, pode-se chamar de Lei do Retorno… eu creio em espelhos.

Uma obra que me encanta profundamente a alma é “O Alabê de Jerusalém” de Altay Veloso, que tem um trecho falando lindamente sobre isso. Abaixo está um trecho da letra e o link para o vídeo parcial e para a obra completa no Youtube.

Os Intolerantes – Alabê de Jerusalém

Já que você deu licença pra esse nego falar,
Não duvide da cabeça que tem coroa ou cocar.
Nenhuma auréola resiste ao tempo sem se apagar,
Se não tiver a serviço de Deus ou de um Orixá.

Preto-velho vem de longe, minha crença tem estrada.
Moço, exijo respeito, a sua voz é “macriada”!
Não seja tão leviano, respeite minha Aruanda!
Tem quase cinco mil anos de existência a minha banda!

Às vezes, corações que ‘creem’ em Deus
São mais duros que os ateus.
Jogam pedras sobre as catedrais
Dos meus deuses iorubás.

Não sabem que a nossa Terra é uma casa na aldeia.
Religiões na Terra são archotes que “clareia”!
Ah, essa nossa Terra é uma casa na aldeia.
Religiões na Terra são archotes que “clareia”!

Num canto da casa, quem com fervor procura ajuda,
Tem um archote de Buda
Pra iluminar sua fé.
Lá onde a terra pouco verdeia,
Pra não se perder na areia,
Tem que ter lá na candeia
A chama de Maomé.

 Obra completa: 

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