Como Você Ve o Amor?

O amor… palavra tão pequena, mas de sentido tão complexo, que abarca a tantos aspectos de nossa vida e que envolve uma concepção tão ampla que por vezes nem sabemos bem como explicá-lo.

O conceito de amor pode vir de várias maneiras até nós, seja familiar, social, religioso ou individual, mas o que gostaria de compartilhar com vocês hoje é o conceito de amor que aprendemos enquanto crianças, aquele que herdamos de nossos pais e de pessoas que cuidaram de nós, principalmente nos sete primeiros anos de vida.

Os primeiros sete anos são determinantes para a vida.
Os primeiros sete anos são determinantes para a vida.

Na antroposofia “(“antrop(o)”, “homem” + “sof(o)”, “sábio” + “ia”, “qualidade, estado, profissão”) é uma doutrina filosófica e mística fundada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925)”, onde a evolução do ser é estudada pelo chamados setênios , ou seja, a curva de desenvolvimento é marcada a cada sete anos. Assim, aqui nos referimos ao período de 0 a 7 anos, onde um dos princípios básicos é a busca da individualização e um dos meios para isso é a imitação.

A criança funciona como um espelho que sempre irá refletir o comportamento daqueles que cuidam dela, pois por mais encarnações que uma pessoa possa ter tido, ela sempre volta com o “HD” zerado para poder construir uma nova experiência. E ai é onde os comportamentos, personalidades, hábitos e crenças vão se formando, para ao longo da vida, lapidarmos e/ ou alterarmos de acordo com a consciência e necessidade de cada um.

O que aprendemos como amor e afeto é um pilar determinante por toda a vida, se não for o principal, pois qual a relação que não está projetada no amor? Tudo está baseado nessa informação, ela é o principio de tudo. Por exemplo, se uma pessoa precisa de ajuda para atravessar a rua, vamos olhar e pensar no que aprendemos: ajudo porque ela precisa de ajuda ou não porque acredito que toda pessoa é capaz de se virar sozinha? Claro que isso abre uma série de outras possibilidades, mas meu intuito é abrir o pensamento para o que veio dessa infância.

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No âmbito profissional será a mesma coisa, vamos refletir a forma como recebemos amor na infância para aqueles que representam as figuras de autoridade ali e a isso, claro, reflete em toda a carreira. Dessa perspectiva não temos como excluir os relacionamentos amorosos que são frutos diretos desse passado individual e é onde esses padrões de comportamento podem se repetir indefinidamente de geração em geração até que alguém na linha diga “isso não está bom pra mim… como mudo?” e uma jornada de auto entendimento precisa tomar lugar.

Aqui deixo meu convite para que todos olhem com carinho na direção do que foram esses aprendizados e como eles afetam seu dia a dia hoje, porque o intuito aqui não é condenar aqueles que nos ensinaram, porque eles deram o melhor que tinham naquele momento, mas sim o de nos levar a refletir se prosseguir com esse nível de entendimento nos leva pelos caminhos que queremos ou se precisamos assumir nossa responsabilidade pessoal e mudar.

O vídeo abaixo ilustra em um curto depoimento o sentido de tudo o que quis aqui passar a cada um de vocês. Desejo que as palavras ali colocadas levem cada um a uma viagem ao seu interior.

Abraço carinhoso,

Stela

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