Emoções: Controlar ou Não? Eis a Questão

Emoções… parte tão presente da identidade humana e ao longo dos tempos temos internamente uma guerra criada contra o estado que nos define como pessoas.

A cada dia vemos mais e mais pessoas usando as tecnologias para expressar seus sentimentos, redes sociais nos abrem portas aparentemente desconexas do “mundo real” e nos permite colocar o que vai em nossos corações sem pensarmos exatamente nas consequências. Ataques de ódio, julgamento, indiretas e os reflexos de nossas sombras seguem livres pelas ondas cibernéticas. Mas como agir, como lidar?

Spock, da série Star Trek
Spock, da série Star Trek

Um modelo sempre presente que temos é do personagem Spock da série Star Trek, líder ausente de emoções, um ser completamente racional em suas ações e decisões, ele se tornou símbolo do “modelo ideal emocional”, ou seja, alguém completamente livre delas, mas mesmo com essa cultura tendo sido mostrada como a correta desde a nossa infância, nossas emoções insistem em aparecer aqui e ali, muitas vezes um pequeno evento faz com que uma grande fogueira exploda com consequências enormes em poucos minutos, muitas vezes também impossível de reverter.

Emoções são nossos sinalizadores e sempre gosto de reforçar algo que ouvi a anos atrás “nossa principal medida é a paz”. Aqui alguns esclarecimentos: que paz é essa? Sabe quando você toma uma decisão da qual a certeza no seu coração é absoluta? Essa certeza coberta de paz é o nosso sinalizador e toda vez que algo nos tira desse estado é momento de prestarmos atenção ao que se passa em nosso interior.

Templo Zulai - Cotia São Paulo

Uma fechada no trânsito te faz querer avançar no outro motorista? Ok… o que realmente está acontecendo no seu dia? Quais pensamentos estão te assombrando? O que tem tirado seu sono? O que você está desejando controlar a ponto de explodir? A fechada é uma gota que enche um barril de emoções acumuladas e não tratadas que transborda. O que sobra depois? Mais emoção não tratada, culpa e arrependimento.

Vejo as emoções como algo grandioso, um presente divino para alcançarmos a paz e a alegria verdadeira (e não um mero estado de contentamento momentâneo) e cada uma precisa ser olhada, cada raiva, cada mágoa, cada ressentimento, cada culpa, cada dor que foi colocada lá debaixo do tapete da razão precisa ser perdoada, cuidada com carinho, porque quanto mais elas se acumulam mais incontrolável é o ataque desprevenido dessa criação ignorada em nossa mente e maiores são as consequências no ambiente, no seu corpo físico e no emocional (de todos os envolvidos), portanto reprimir e fingir que não existe só dará mais poder aos momentos em que esse acumulo emocional consegue uma fresta para fugir de debaixo do tapete do controle mental já fragilizado, porque a carga cresceu demais.

Templo Zulai - Cotia, São Paulo.

Tudo existe para ser amado, até mesmo o que aparentemente nos faz sofrer, porque uma vez a dor reconhecida com amor, ela se torna luz que nos faz seguir com alegria por termos nos tornado mais maduros e seguros de expressar o que sentimos sem ferirmos aqueles ao redor.

Abraço carinhoso,

Stela

 

 

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