Sincericídio… Quem Fala o Que Quer…

Sinceridade, sim… maldade e estupidez, não.

… mas e quando o resultado de nossa fala, faz mais estrago do que arruma uma situação, o que fazer?

Há atualmente na sociedade, principalmente aos meios ligados ao mundo corporativo um conceito de que para se ter respeito (mesmo que seja entre iguais em cargo) que é necessário habitar a grossura e vemos o contrario do que as pessoas pregam, que é o crescimento do respeito mútuo. Parece que se tornou “bonito” esbravejar para “provar” ao grupo ao redor quem é que manda e que o pseudo respeito é obtido pelo número de indelicadezas que se é capaz de fazer. O sujeito se sente seguro (apenas no ego, claro) em dizer “Falo mesmo! Quem não quer ouvir que não cruze meu caminho.”

Thomas Paine

Honestamente, esse tipo de comportamento que se baseia na falta de educação e empatia representa nada mais do que um aspecto ainda selvagem de nosso passado ancestral. A necessidade de se provar pela agressão, seja ela moral ou física faz parte dos nossos instintos de sobrevivência pré históricos, mas que devido a falta de habilidade de alguns indivíduos de lidarem com suas próprias emoções, perduram até hoje.

Aquele que fala o que pensa é ótimo, mas há maneiras e maneiras de falar e quando não pensamos nas consequências da nossa fala é sinal de alerta: está faltando maturidade emocional.

E daí vem o sentimento de culpa…

Solidão e Isolamento Como Consequências de Descontrole Emocional
Solidão e Isolamento Como Consequências de Descontrole Emocional

E na tentativa de fugir do embaraço,  acabamos, por vezes, piorando ainda mais e situação e criamos momentos de completa inadequação, onde evitamos até mesmo olhar ou cumprimentar aqueles que ofendemos (e muitas vezes nem sabemos por quê), mesmo sabendo que teremos que conviver cotidianamente com aquela pessoa, somos assim, incapazes de criar uma melhor solução e vamos piorando a cada dia, arrastando o mal estar pelas correntes da culpa e do orgulho.

Isso também sem falar das consequências para o ambiente social, onde as pessoas ao redor podem começar a evitar aquele que tudo fala, afinal, quem quer por perto alguém que não tem medida e controle de suas ações? A pessoa passa a ser vista como como uma “bomba relógio”ou pior, como alguém falso, porque ao mesmo tempo que pode se fazer de amigo, mas ao gerar o atrito, se descobre como uma enciclopédia de veneno e sai por ai contando sobre sua vida. Quem quer alguém assim perto? “Por que hoje, se você fala que de X você era amigo, quem me garante que não serei o próximo?”, pensam as pessoas.

E vem a culpa (com cara de raiva e orgulho) que, claro, jogamos no mundo, afinal tudo está errado ali, menos eu (lógico… spoiler: #SQN) sem assumir o que realmente desejamos ou sentimos no nosso coração por termos sido emocionalmente descontrolados perante um determinado fato.

Justificativas do tipo “não preciso de ninguém porque sei me virar sozinho. Estou ali por outro propósito e quero que os outros se danem”, mostram uma profunda mágoa e sentimento de rejeição que muito possivelmente vem da infância, mas que cria um condicionamento emocional profundamente marcado pela dor e que faz com que desejemos ver aqueles ao nosso redor sofrendo na mesma proporção que guardamos em nós.

Depressão

Todos os que, mesmo que levemente, se aproximem do gatilho da dor emocional serão atropelados pelo trem desgovernado das emoções reprimidas e o ciclo não pára… e cada vez mais vamos culpando o mundo por “não nos entender” e nos isolamos disfarçando nossa culpa e dor com cara de raiva e capa de orgulho.

E o isolamento do mundo cresce… “não me adapto a sociedade”. Ou a verdade é que não consegue lidar com ela?

A dois caminhos: 1) seguimos na mesma postura até o dia que a vida nos quebre ou; 2) honestamente assumimos nossos sentimentos e vamos em busca de soluções interiores e não mais de culpados. Em ambos os casos há uma mágica transformação, uma pela dor outra pelo amor…

Qual é sua escolha?

Grande abraço,

Stela Kiill

Pelo Amor ou Pela Dor?
Pelo Amor ou Pela Dor?

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