O Ser Sagrado

A experiência humana pressupõe pela sua simples existência a criação de parâmetros para nortear de alguma maneira o que aqui se vive. A dualidade é um grande mistério, assim como a Fonte de todas as coisas e esses conceitos são uma tentativa de externalizar o incompreensível e que nossas almas sentem a todo o instante o ímpeto de buscar essa Verdade, mesmo os que conscientemente não a buscam e alimentam com isso seu próprio vazio interior, são impelidos por esse mesmo Grande Mistério a seguir na procura e como alternativa, depois de um imenso distanciamento que vivemos com o Divino desde a Idade Média e com o apartamento da energia feminina da vida em sociedade, vemos hoje um retorno das consciências em busca de respostas nas antigas tradições, quando os seres humanos ainda viviam em equilíbrio com a natureza e reconheciam o Divino em tudo.

Temos uma busca pelo convívio e troca que se inicio com as práticas de sagrado feminino e hoje vemos crescer a procura, tanto por mulheres quanto por homens, nas práticas de sagrado masculino e para um entendimento muito além de gênero é importante falarmos sobre polaridade ou características energéticas:

Feminino é a energia que nos permite o acesso à intuição, a generosidade, amorosidade, compreensão e a receptividade, ou seja, é através do nosso feminino interno (mesmo nos homens) que temos a possibilidade de acessar as respostas da nossa consciência superior, enquanto o masculino é a força motriz, a ação, o raciocínio, o planejamento e a ação para colocar em prática o que o feminino recebeu intuitivamente da Grande Sabedoria.

O grande desequilíbrio que vemos hoje vem justamente da inversão dessas polaridades, com quase total anulamento de uma delas, em nosso interior que consequentemente se propaga para o externo. O modus operanti atual para a grande maioria das pessoas e ver uma situação, um “problema”, e já bolar uma “solução” ou tomar qualquer atitude que seja que “livre a cara” do problema, buscamos a saída rápida e fácil para tudo, escolhemos sempre pelo medo, colocamos a carroça na frente dos burros e trocamos os pés pelas mãos e vamos gerando mais e mais sofrimento para nós e para as pessoas ao nosso redor.

Como consequência nos ferimos mais e nos isolamos mais, nos fechamos para o amor e apartados do amor, ou seja, da nossa energia feminina, nos apartamos da Sabedoria Superior e escolhemos cegamente num ciclo que parece infinito de vazio, escuridão e solidão. 

Esse ciclo somente terminará quando internamente o individuo decidir que acabou, que a partir dali a sua consciência não irá mais aceitar alimentar esse padrão, é o momento que a pessoa acorda para a Vida e decide que será feliz. Nesse momento é inevitável que a busca pelas resposta seja interna e não mais no que as massas pregam, é o momento que aceitamos a nossa natureza dual de forças e fraquezas, luz e sombra, feminino e masculino. Um não pode viver sem o outro. É nessa hora que tudo é visto, aceito e acolhido como manifestações sagradas, abrimos mão dos preconceitos que aprendemos como verdades e simplesmente aceitamos que, para além de um Feminino ou Masculino Sagrado, há um Ser Humano Divino e Sagrado.

Nesse momento não há mais lutas, há apenas o se abrir e permitir que a Força da Luz que tudo rege, faça as mudanças físicas e energéticas necessárias para entrarmos no novo patamar de consciência, o patamar da felicidade.

É um patamar onde o medo, o controle, as vaidades e egocentrismos estão se partindo e viver somente para si não tem mais sentido. O sentido de sobrevivência se encerra porque voltamos à conexão com o Universo que tudo provê. O feminino vem a frente e o masculino assegura a parceria dentro de cada um. É a ordem retomada.

Se é fácil? Não… claro que não. Nada é mais difícil do que domesticar nossa imensa vontade de sair correndo por ai tentando resolver as coisas para que as situações saiam como queremos, é muito difícil quando temos as perguntas, mas não é o momento de recebermos as respostas e temos que aguardar, as vezes por muito tempo. Isso não é porque é um teste ou punição do Universo, mas é simplesmente uma preparação, porque nada que é feito pelo lado Divino da criação sai menos do que perfeito. É preciso ter paciência porque perfeição toma tempo, mas uma vez que se tem o entendimento e a consciência, nosso trabalho é interno em lapidar a mente para o tempo de amadurecimento e espera.

Quando pudermos fazer isso com tranquilidade é sinal de que vencemos a maior prova, a da dualidade.

Desejo a todas e todos uma linda jornada de retorno e libertação.

Stela

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s