Categorias
Espiritualidade

Música Para a Alma – Peia Luzzi

Peia Luzzi é uma guardiã da música ancestral sagrada, que reuniu músicas de antigas tradições que atravessam o globo, desde as montanhas da Bulgária até as margens da Irlanda, tocando a sabedoria e as provações dos povos nativos da América do Norte e do Sul e preservando o encantamento do canto medieval e do Raga indiano. Ela viajou extensivamente para descobrir melodias enrugadas pelo tempo e sábias em sua essência, trabalhando fielmente para reviver sua língua, histórias e essência original.

Peia-Luzzi-Beauty-Thunders

Dona de uma voz poderosa na crescente comunidade global de pessoas que estão empenhadas em restaurar uma relação equilibrada com a Terra, Peia expressa sua visão e paixão holística através de sua música, oficinas educacionais e advocacia para grupos de direitos indígenas e ambientais.

Dotada de uma ampla e variada faixa vocal e um tom cristalino, a canção de Peia perfura o coração como um sino de clareza. Ela canta com profundidade e beleza, acompanhada do charango, harmonium e violão. O seu conjunto colaborativo mantém boas harmonias vocais, cello, uma variedade eclética de percussão e guitarra flamenca. Os desempenhos de Peia oferecem autênticos tesouros musicais tradicionais, além de um repertório impressionante de suas músicas originais.

Nascida nas costas das colinas de Connecticut, Peia passou a maior parte de sua infância jogando nas florestas e se escondendo nas copas das árvores. Em 2002, ela mudou-se para Boston, onde frequentou o Conservatório de Música da Nova Inglaterra através de uma bolsa de estudo e recebeu treinamento extensivo na voz e ópera clássica ocidental, pedagogia vocal, composição e improvisação.

Peia Luzzi Mosaico Natural“Minha jornada com as tradições mundiais do “folksong” começou há muitos anos enquanto estudava no Conservatório da Nova Inglaterra em Boston. Para o grande desânimo dos meus professores da Ópera, encontrei-me fascinada com o mistério e a beleza e da música folclórica tradicional. Esse fascínio, junto com algumas jornadas irlandesas, me preparou para uma caminhada que me levou a buscar a cultura perdida e reconectar-me com as canções dos meus antepassados ​​na Europa antiga “.

Em 2012, Peia lançou seu primeiro álbum solo “The Dance of Devotion” – uma coleção profunda de canções poéticas de amor. Seu segundo lançamento, “Four Great Winds”. Após o lançamento inicial de “Four Great Winds”, Peia ganhou notoriedade internacional e foi solicitada para performances na Europa, Austrália, Bali, Brasil e Canadá. Sua música a levou ao redor do mundo e desencadeou colaborações com muitos artistas de classe mundial, incluindo: poeta lendário e estudioso Rumi Coleman Barks, autor, mitologista e contador de histórias Michael Meade, mestre Ali Ghamsari e Sephardic e Shai Shriki .

Peia atualmente divide seu tempo entre turnês e as colinas exuberantes e selvagens do sul, onde ela faz remédios herbais, canta com Wild Honey – um trio de música mundial de mulheres e ensina Canções Ancestrais através do cultivo da voz e busca de canções ancestrais. Mescla seu conhecimento de Pedagogia Vocal (A Ciência da Voz) com a antiga prática meditativa de Nada Yoga, ela transmite a seus alunos as ferramentas para aproveitar a beleza natural e a ressonância da voz.

De tudo, o que vale é se deixar fluir no imenso encantamento que sua vocalidade nos traz.

Machi é seu maior sucesso e deixo aqui o vídeo e a letra para que sua oração e união com a Mãe Natureza seja plena.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=D7os9V-n7rs?list=PLxw-Sioy-lc_U_DjQoOHFcDPm9-uslH7T&w=560&h=315]

Lyrics: Machi machi machi – ma
Machi machi machi – ma

Machi cura
Machi sana
Machi cántame una nana

Machi machi machi – ma
Machi machi machi – ma

Yo no lloro
Yo sólo canto
Con tu encanta
Pacha Mama
Madre Tierra

Translation:
Machi is curing
Machi is healing
Machi sings me a lullaby

I do not cry
I just sing
with your love
Pacha Mama
Mother Earth

Credits:
Peia filmed by Akira Chan & Ryan Williams Mitchell
Edited by Akira Chan
akirachanarts.com
footage with permission from
Esto Es Mexico, Director-Diego Pernía cinematography-David Torres
Planet Earth
Set design
Endearment “Lady Dear” / AlcheMystic Metal Arts
alchemysticmetalarts.com/

As informações foram traduzidas de forma livre diretamento do site da cantora.

Boa meditação.

Stela

 

Categorias
Naturopatia

Por Que Fazer Terapia?

É 2016,mas isso não significa que os pensamentos antigos e preconceitos tenham desaparecido e que a compreensão sobre diversos fatos da vida ainda não tenham mudado e fazer terapia ainda cai, para algumas pessoas, num seara de erros de entendimento e incompreensão.

A psicoterapia é uma das ferramentas, ou pilares, em que a naturopatia se sustenta para o pleno atendimento de seus pacientes, mas por quê?

Fiz aqui uma lista com as razões e benefícios para quem a adota:

  • A fala, por si só, é uma importante e potente ferramenta de cura. Quem fala o que vai na alma se liberta de seu cativeiro interior e dos conflitos entre mente e coração quando esses chegam a um acordo.
  • Ter uma pessoa “de fora” do circulo de amigos, familiar e profissional que não se sinta afetado pelas suas colocações e pode te ouvir de uma maneira imparcial, sem julgamento e colocar variáveis e cenários sobre suas questões que sozinho poderiam demorar mais tempo para serem alcançados.
  • Segredo… tudo o que é falado com o terapeuta fica apenas entre vocês. Diferente disso somente com sua autorização.
  • Todo ser humano tem dentro de si sua parcela sombra e sua parcela luz e a terapia te ajuda a superar desafios do dia a dia e a tomar mais decisões na luz e, assim, fortalece-la, o que torna sua vida, sua pessoa e a de todos ao seu redor, mais feliz e plenos.
  • Todos nós temos um Ser Superior que cuida constantemente para que tiremos o máximo proveito e aprendizado das situações do dia a dia e quando afinamos nossa comunicação interna para sintonizar melhor o que nossa Alma nos intui, mais fluida, plena e próspera se torna nossa vida.
  • A terapia ajuda com que mudemos crenças e traumas sobre nós mesmos e sobre nossa forma de encarar a vida, ampliando o horizonte e dando mais possibilidade de nos flexibilizar e sermos mais felizes, mesmo nos momentos mais desafiadores.
  • Cuidar das nossas emoções nos ajuda a ter uma saúde física mais estável, pois não iremos bombardear nossa corpo com químicas prejudiciais emitidas nos nossos estados emocionais negativos.caos
  • Ao nos entendermos, entendemos o próximo e nos tornamos mais compassivos, amorosos, compreensivos, justos, respeitosos e principalmente humildes e saímos do estado de ego da competição e vamos para um estágio mais evoluído da alma e passamos a ser colaborativos, onde o bem de todos importa e não apenas o meu e dos meus mais próximos.
  • Resolução de conflitos é uma das grandes conquistas que vem o tempo na terapia, sejam esses internos ou externos.
  • Autoconhecimento é mais do que blablablá, é uma necessidade. Assumir suas invejas, raivas, mágoas, erros, orgulho e frustrações te ajuda a deixar o estado emocional egoísta para ser mais maduro e seguro de si mesmo.
  • Terapia ajuda você a ser você, a reassumir seu poder pessoal e deixar de ser um mero produto da cultura da sociedade, preconceitos, receitas famíliares prontas e paradigmas religiosos impostos.

Para falar numa linguagem curta e simples, terapia te ajuda a SER LIVRE.

E quem não quer, não é, não?

Grande abraço,

Stela Kiill

 

 

#mosaiconatural #naturopatia #alimentacaonatural #nutricao #nutricaoterapeutica #naturopatia #naturologia #alimentacaosaudavel #estilodevida #medicinaintegrativa #saudeintegral #saude #terapiasnaturais #terapiacomplementar #terapiaalternativa #psicoterapia

Categorias
Espiritualidade

O Aspecto da Mulher Selvagem em Kali

Kali vem do sanscrito e significa “A Negra”, uma das representações da grande Madonna Negra (Gaia) na vasta cultura religiosa do mundo. No hinduísmo é considerada uma das manifestações de Parvati e aparece manchada de sangue (devido a batalha que travou com o demônio de Raktabija), com um colar de cabeças humanas (que representa a reencarnação), com cobras (energia da vida – kundalini) e uma saia de braços decepados (implacabilidade da morte, indispensável para a manutenção do mundo).

maa-kali1

Kali nos lembra da faceta selvagem da mulher, seu aspectos mais internos de instinto, da fêmea voraz e amorosa, que luta intensamente pelo que defende, aquela que nunca se deixa domar, livre, solta, independente e que segue sempre seu coração, não se deixando oprimir pela sociedade, igreja, moralismo e o machismo. Libertar nossos aspectos selvagem nos traz coragem, força, animo, coloca as garras pra fora para irmos ao mundo e conquistar com força e respeito aquilo que desejamos. Libertar o aspecto selvagem feminino significa não aceitar mais as correntes da opressão. Significa não ter que ser mais a boazinha, submissa, famosa “bela, recatada e do lar” que tem sido imposto às mulheres há muito tempo.

Kali e sua força de Madonna Negra Selvagem nos ajuda a atingir um equilíbrio com a sociedade, sem que o lado masculino ou feminino seja um mais que o outro. No equilíbrio há a cooperação e colaboração e não mais a competição e nos leva rumo a uma sociedade Matricial e não mais matriarcal ou patriarcal.

Rumo ao equilíbrio!

img_20160921_114207

#xamanismo #hinduismo #sagradofeminino #kali #religiosidade #espiritualidade #saudenatural #naturopatia #naturologia #medicinaintegrativa #terapiasnaturais #saudeintegral #mosaiconatural

 

Categorias
Espiritualidade Naturopatia

Religião, Medicina Natural e Simpósio Internacional

O que a religião, medicina e um Simpósio Internacional tem em comum? A busca pela saúde plena e integral do ser humano e do ambiente em que vive.

Em pesquisa na internet me deparei com esse artigo escrito no portal Namu pela jornalista Vanessa Cancian que aborda a participação de representantes do Candomblé e de tribos indígenas no 4o Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Integrativas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo.

Aqui o link direto para a matéria com os vídeos das entrevistas de Patricia Spier e Kaká Werá.

Separador

 

A medicina indígena e o candomblé

Tradições afro-ameríndias ganham espaço no debate científico sobre equilíbrio e saúde

Patricia Spier
Patricia Spier

A integração entre corpo e mente que hoje os profissionais de saúde pesquisam com o objetivo de prevenir e tratar desequilíbrios é inerente às tradições da medicina popular. Convidados a discutir como essas práticas dialogam hoje com ciência, representantes da umbanda, candomblé e da medicina praticada pelos pajés trouxeram seus saberes para o 4º Simpósio Internacional de Medicinas Tradicionais e Práticas Contemplativas, realizado pela Universidade Federal de São Paulo e Associação Palas Athena

“Na cultura indígena, não podemos dissociar as tradições de religião e medicina. Não é só a prática que é integrativa, a concepção desses saberes também são”, afirma a antropóloga Lúcia Helena Rangel. “Saúde é um estado de bem-estar físico, psíquico e mental, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde. Nós, dentro da tradição afro-brasileira, dizemos que saúde é a harmonia do espírito”, diz o médico Bruno Barbosa, membro da Faculdade de Teologia Umbandista. “Se o espírito está em harmonia, o corpo físico também está.” 

O pajé nasce com o dom da cura, explica Kaká Werá sobre as práticas dos índios guaranis .
O pajé nasce com o dom da cura, explica Kaká Werá sobre as práticas dos índios guaranis .

Kaká Werá, em sua convivência com índios guaranis, explica que nessa tradição “todo o princípio de cura não é fragmentado da espiritualidade”. Até hoje, em qualquer comunidade guarani há um espaço chamado de opã, a casa de reza. “O local onde acontece a cura é o mesmo onde ocorrem os encontros sagrados, os batismos, as preces, os ritos de passagem.”

Os ricos estão com depressão porque o dinheiro não trata a dor e os pobres têm problema de banzo porque não têm o que comer. Criamos um mundo de disputas e dele a medicina não dá conta sozinha

A ligação entre o corpo e o espírito foi destacado também por Mãe Dango, sacerdotisa de um templo de candomblé angola e ativista da liberdade religiosa no Brasil. “Se nós não tratarmos da alma, compreendendo o que é a chamada fitoterapia espiritual, se a medicina não sair do caminho da racionalidade, do cumprimento do dever, se ela não tomar de volta esses notórios saberes, discutindo um pouco o fato de que o câncer é criado pela dor da alma, no futuro estaremos ainda mais doentes.”

Axé para todos

“Nas religiões afro-brasileiras, quando queremos desejar força, saúde, paz e vitalidade, desejamos axé”, explica Barreto. O sacerdote explica que os banhos de folha e tudo que é feito das religiões afro-brasileiras são feitos de maneira sacralizada e ritmada. “Até pra se colher uma folha há uma metodologia que pode começar com uma simples defumação, queimando uma erva seca e essa simples queima de uma erva faz mexer na energia de elementos como fogo, ar e terra”, completa.

A mãe de santo explicou também sobre a necessidade de haver no mundo, pessoas que querem discutir o que é corpo e alma, livre de preconceitos e abertos à diversidade. 

Simpósio de Medicinas Tradicionais Unifesp
“É o axé que nos dá força, coragem, garra, determinação, nos excita, nos acalma”, destaca Bruno Barbosa

Somos luz

A dança é fundamental no processo de cura da tradição guarani, explica Kaká Werá. ” A dança nos devolve a saúde, a harmonia, no nosso caso, a dança semicircular”. Ele esclarece a dificuldade que existe para que as pessoas entendam essa medicina do ponto de vista meterial. “Não se pode entender como essas ferramentas curam com o olhar material porque essa tradição parte da ideia de que somos espíritos, e não matéria. Acreditamos que antes de sermos presença física dentro de uma forma, somos uma essência sutil, intangível e luminosa.” 

“Para uma sociedade acostumada a acessar as informações em documentos, é preciso saber que essas práticas não são superiores nem inferiores à medicina como conhecemos hoje”. A tradição guarani e suas práticas medicinais possuem cerca de 12 mil anos de existência. “A diferença é que esses conhecimentos não foram escritos.”

Fé  e ciência na mesma sintonia

“Durante muito tempo os costumes e tradições africanos e indígenas foram marginalizados, por isso é fundamental propagar as ideias e discussões”, salienta Bruno Barbosa. “Precisamos deixar de encarar a ciência como algo ortodoxo ante a espiritualidade, pois não são coisas opostas, são complementares”, finaliza.

Categorias
Espiritualidade Naturopatia

Tocando Em Frente, Sempre!

A música sempre teve um significado muito ímpar na minha vida e não é raro me deparar com letras que condizem exatamente com momentos marcantes pelo quais passei (e passo) ao longo dessa viagem que é a vida.

Uma das coisas que tenho muito forte pra mim é a busca da paz interior e a alegria verdadeira no coração e depois de tantas descobertas, tantas experiências hoje posso brindar esse encontro meu comigo mesma ao som dessa letra incrível na voz de Almir Sater.

Tocando em Frente

Marble Mountain - Vietnan
Marble Mountain – Vietnan

“Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha

Ponte em Laos - Nong Khiaw
Ponte em Laos – Nong Khiaw

E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história

Corredores de Angkor Wat - Siem Reap, Cambodia.
Corredores de Angkor Wat – Siem Reap, Cambodia.

Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si
Carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

Andar no caminho e aceitar a marcha da vida com um sorriso, entender que de tudo nada sabemos e principalmente que o amor é a força que faz pulsar toda a existência – se encontrar com esse sentido só pode trazer paz por nos permitir entender que, sim! cada um é capaz de fazer sua própria história e ser feliz.

Grande abraço,

Stela

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=sIGHYV62Olo&w=560&h=315]

Categorias
Espiritualidade Viagem

Teera: Viver Para o Antigo e Novo Templo

Teera Temple MapTeera é um monge budista muito simpático que me parou na rua quando estava a caminho da estação de ônibus e me contou que vive naquele templo próximo ao hostel que me hospedei a cerca de 20 anos.

Estava andando pela beira do rio quando ele me convidou para conhecer o templo. Aceitei e uma jornada incrível se iniciou.

Pude presenciar como a incrivelmente linda e detalhada decoração de um templo é feita. Vi desde a medida e corte de cada pequenino pedaço de espelho até sua colocação em cada minúsculo espaço das paredes (até me deixaram colocar um!).

Teeras mirors

Presenciei um funeral, onde todos celebram por 3 dias a morte da pessoa, pois quem se foi se libertou do sofrimento da terra e após esses dias acontece uma “procissão” e cremação do corpo.

Conheci os animais que vivem junto aos monges e me deram permissão para conhecer as áreas internas dos dormitórios. Pude tomar um café gelado com Teera em seu quarto/ templo que de maneira muito feliz me mostrou centenas de fotos que recebe de outros visitantes ao redor do mundo. Todos convidados por ele da mesma maneira que fui para estar em sua presença naqueles momentos inacreditáveis.

Old New Temple

Sua grande paixão: Paris. Ele guarda fotos, canetas e mesmo uma mini réplica da Torre Eiffel com todo o carinho próximo a seu altar. Seu grande orgulho e sua razão de viver são esses templos: O antigo e o novo, o qual está sendo inteiramente revestido desses mini espelhos para que brilhe ao nascer do sol, nas primeiras orações do dia e também no por do sol quando se retiram para seus aposentos.

Conversar sobre os templos, seu modo de vida, sobre a rotina do colégio anexo ao templo e ao mesmo tempo sempre preocupado em tornar seu tempo ali agradável o deixam imensamente feliz.

Teera and me

Pra mim foi uma das experiências mais lindas da minha vida, ver a simplicidade do que é ser feliz independente do tamanho que seja seu mundo, porque a grandiosidade desse mundo está no amor e na gratidão que temos internamente e que traz a sustentação e a beleza do que está fora.

Me sinto profundamente abençoada por essa experiência.

Categorias
Viagem

Sukhothai: Vivendo Intensamente

SukhothaiO trajeto entre Ayutthaya e Sukhothai foi feito de ônibus e pegamos uma tempestade no caminho, o que fez com que a eletricidade do posto de gasolina acabasse, então não havia como abastecer. Esperamos cerca de 2hrs e quando finalmente estávamos na rodovia demos de cara com um acidente envolvendo uma carreta que fechou o acesso… mais espera, mas finalmente chegamos a Sukhothai. Era tarde e a estação estava fechada, então sem muita opção precisei contratar a motocicleta para me levar ao hostel.

Na manhã seguinte fui conhecer o parque histórico de Sukhothai, muito bonito e interessante, mas se a temperatura estiver superior aos agradáveis 33o alugue uma motocicleta porque pedalar com o sol a pico tira a graça de qualquer passeio. Dos 3 sítios, consegui visitar 2 devido ao intenso calor, na casa dos 46o.

Sukhothai Gas Station

No terceiro dia aluguei uma motocicleta e pilotei 68km até o parque histórico Si Satchanalai. Rota fora do turismo óbvio e de mais difícil acesso, embora dê para ir de ônibus local, mas as ruínas são bem mais distantes uma das outras, então novamente recomendo a locação da motocicleta e não deixe de visitar as principais ruínas, são lindas e há também sítios arqueológicos a alguns km dali.

Si Satchanalai Arqueological Museum Sukhothai

A entrada em cada sítio é 100baths, mas você pode comprar o ingresso geral para todos e pagar 220baths, vale muito a pena. Procure chegar por volta das 11am e passe o dia a base de muita água gelada. Suas memórias irão compensar.

A gentileza das pessoas aqui é também incrível, alguns mesmo sem falar inglês vem conversar com você e como agradecimento o nosso sorriso em retorno com um gentil Kob Kun Kah (Obrigada em Thai).

Lugar incrível que recomendo com certeza. Não estava na minha rota inicial, mas decidi vir assim mesmo. Ainda bem que vim! Além de lindo, aprendi a usar uma motocicleta :).

Wild feelings!Si Satchanalai Sukhothai